30 jan

Aprenda a como se dar bem com o seu chefe

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Buscar aprovação, encontrar afinidades e conquistar a simpatia dos seus semelhantes é da natureza do ser humano. Mas estar sob o comando de uma pessoa nem sempre é uma posição fácil de suportar: há dias em que você está estressado e o seu chefe parece estar planejando mastigar seu fígado.

Sua cabeça ferve, mas você engole a amargura e segue em frente. Nestes momentos em que a emoção domina a razão, é importante lembrar que as relações no trabalho são fundamentais para obter sucesso na carreira.

Além disso, há diversos estilos de liderança e diferenças entre chefes e líderes – e é preciso tentar entender o seu chefe, para conseguir manter as relações produtivas para você, para ele e para a empresa como um todo. A consultora e gerente de Projetos da Advis Consultoria, Lourdes Lovison, ensina a como identificar alguns tipos mais comuns e dá dicas de como lidar com aqueles de comportamento mais difícil ou explosivo.

Discorrer sobre relações entre chefes e subordinados é algo um tanto complicado, uma vez que seria necessário fazer uma análise mais aprofundada sobre os diversos tipos e seus comportamentos, bem como dos tipos e comportamentos de subordinados.

As relações de poder mereceriam muitos capítulos, mas, para quem quiser se aprofundar no assunto, existe uma vasta literatura disponível. Aqui, o objetivo é opinar sinteticamente sobre o tema e dar algumas dicas de como melhorar essa, muitas vezes, inevitável convivência.

Primeiro, é preciso lembrar que há vários tipos de chefes, desde os mais democráticos até os altamente autocráticos. No entanto, todos eles têm poder sobre seus subordinados e estes devem buscar sempre manter uma relação profissional o mais equilibrada possível, o menos estressante possível,  o mais eficaz possível (o termo “possível” está repetido para enfatizar mesmo!).

O tipo dominador

Levando-se em conta que o objetivo aqui é dar algumas dicas de como se dar bem com chefes difíceis, temos que imaginar aquele chefe autocrático, cuja liderança está centrada na dominação e centralização do poder do próprio  executivo. Aquele que não aceita questionamentos ou sugestões, mantendo estrito controle sobre os processos e as pessoas. Costumam fazer avaliações pessoais e ligar o trabalho à pessoa que o executa. Por exemplo, se você fez um bom trabalho, então você e uma boa pessoa. Este tipo de chefia valoriza as relações hierárquicas, pela submissão aos superiores e a imposição aos subordinados. É um estilo paternalista que tende a premiar ou punir, dependendo da disposição e interpretação subjetiva.

O tipo “legal” e permissivo

Também conhecido como estilo laissez faire, este tipo também é danoso para a empresa e às pessoas, pois permite tudo, nada vê. Não agride, mas também não acompanha. É descompromissado com os processos e as pessoas. Gera insegurança e, quando ocorre um conflito, geralmente não sabe lidar a situação e pode criar conflitos entre os seus subordinados, por desviar-se da responsabilidade e da culpa. Assim, pode jogar um funcionário contra o outro.

O tipo democrático

Hoje, a tendência é ter chefes que valorizam o trabalho em conjunto com a equipe; são abertos a sugestões e opiniões de seus subordinados, acreditam que o desenvolvimento de cada um na equipe contribui para o desenvolvimento de todos  e de toda a organização.

Líder versus chefe

Costumo sempre dizer que a diferença entre chefe e líder é brutal. O chefe manda, e quem quiser permanecer na empresa, obedece. O líder inspira, e seus colaboradores fazem de tudo para segui-lo e para que os projetos se realizem. Torcem pelo sucesso. Quando o comando é desrespeitoso, costumam acontecer boicotes – evidentemente, disfarçados.

A convivência problemática com um chefe grosseiro e agressivo, mal-humorado, inseguro, controlador em excesso, pode acarretar doenças do corpo e da mente, atingindo até a família e amigos. Muitos funcionários precisam, inclusive, afastar-se do trabalho para tratamento médico em função desse tipo de estresse.

Então, como garantir uma convivência equilibrada no dia a dia com um chefe tipicamente “nefasto”? Aqui vão algumas dicas:

  • Não fale mal do seu chefe para ninguém. Além de certamente ele ficar sabendo, fica a pergunta: por que você continua aturando isso?  Você critica, mas fica!
  • Não tente se defender quando seu chefe estiver muito contrariado. Espere passar o momento e retorne quando ele estiver mais calmo, se for necessário esclarecer alguma situação.
  • Nunca desautorize seu chefe perante outros colegas, superiores ou subordinados. Se algo tem que ser dito ou ajustado, faça isso em particular. Preserve a autoestima de seu superior. Jamais “passe por cima dele” para conseguir algo.
  • Chefes autoritários detestam ser ignorados, portanto, mantenha-o informado de tudo o que você fizer, mesmo que não ache importante. Isso não quer dizer fazer fofoca, de modo algum.
  • Faça o mínimo contato possível: evite sua exposição.
  • Não procure estreitar relações pessoais. Mantenha o nível profissional e o mais formal possível.
  • Externe interesse pelo trabalho do chefe, mostrando-se interessado pelos projetos da área que ele comanda. Seja verdadeiro.
  • Agradeça sempre as ajudas que seu chefe presta; isto fará com que ele sinta o reconhecimento e o manterá com uma impressão positiva. Novamente, seja verdadeiro e inteligente, e não um bajulador comum.

 

Artigo publicado no Pense Empregos

por Lourdes Lovison,Gerente Executiva do Grupo Advis