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A qualidade do feedback

  • em 19 de setembro de 2014 ·
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A qualidade do feedback

 

 

Ao implantar um processo de Avaliação de Desempenho por Competências, precisamos saber que no decorrer do processo, existem quatro momentos distintos e de grande importância:

 

  1. Responder o questionário de avaliação;
  2. Realizar a reunião de feedback;
  3. Colaborar com o avaliado para elaboração do plano de desenvolvimento individual (PDI); e
  4. Acompanhar a execução dos planos e de seus prazos.

 

É consenso dizer que a etapa mais importante é a que propõe ao avaliado realizar o seu PDI, possibilitando desenvolvimento e, por consequência, crescimento profissional e de carreira. Ainda mais se pensarmos que elaborar um processo qualificado de avaliação demanda muito tempo e trabalho, pois é preciso propor e validar os comportamentos que deverão ser utilizados, além de capacitar avaliadores e avaliados envolvidos. Esse esforço só vale a pena se o grande objetivo for alcançado, que é a melhoria contínua e o desenvolvimento das pessoas da organização.

 

Tudo isso está correto e dentro do contexto de importância que merece. A questão é que, na maioria das empresas, o nível de preparo dos responsáveis por dar o retorno da avaliação às suas equipes de subordinados é muito abaixo do necessário. Não que esses profissionais não saibam da importância de um bom feedback, e o quanto essa qualidade possibilita ao avaliado compreender suas necessidades de melhoria para alinhar seus comportamentos com as expectativas da empresa.
O que ocorre, na maioria das vezes, é que avaliadores e avaliados desconhecem seus verdadeiros papeis e responsabilidades para alcançar o grande objetivo, garantindo um PDI pouco efetivo.

 

O Avaliador deve ter consciência e clareza de que uma postura colaborativa, uma capacidade de ouvir o outro lado, uma boa argumentação baseada em constatações, uma percepção sobre quanto o avaliado está receptivo, complementadas com uma dosagem adequada de humildade, garantirão as condições para um feedback de sucesso. Já o avaliado deve estar preparado para ser questionado sobre seu comportamento, entendendo que a melhoria contínua só acontece quando aceitamos que podemos melhorar todos os dias, e que o “pote de ouro” da perfeição não existe, é uma grande utopia, mas que mesmo tendo isso claro é necessário estar aberto para entender que é possível melhorar comportamentos, possibilitando o crescimento pessoal e profissional.

 

Julio Carlotto
Consultor em Gestão Estratégica com ênfase em Pessoas
Diretor Executivo do Grupo Advis

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